quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Poema de Paz

Mesmo que agora só aja o caos,
eu por aqui procuro um pouco mais,
Procuro um coração carente,
Que almeje e que deseje só a paz.

Me desculpe não poder te ver,
mas eu tenho medo de sair na rua,
eu gostaria de te conhecer
e ver se a minha preocupação é parecida com a tua.

Parabéns por ter lido até aqui,
significa que você tem coração,
um coração que bate forte
toda vez que vê uma boa ação.

De coração te desejo,
um bom dia e uma boa semana,
desejo um dia te ver
e ver seu coração que me chama.

quero te ver inteira(o),
te conhecer e te amar,
quero perceber que há uma esperança,
de um dia o mundo mudar.



Conflitos de israel e palestina

A briga entre estes dois povos pela região da Palestina recupera uma série de conflitos que retomam os tempos da Antiguidade Oriental. Por volta de 3500 a.C., várias comunidades de pastores ocuparam aquele espaço propiciando a formação de diversas civilizações. Entre uma diversidade de povos, os cananeus formaram o mais proeminente Estado do local até que, por volta de 2000 a.C., a população hebraica passou a disputar a mesma localidade.

A hegemonia dos hebreus durou um curto período de tempo, sendo que, por volta de 1750 a.C., algumas das tribos hebraicas decidiram abandonar a região por conta de fortes secas e, com isso, passaram a viver no interior da civilização egípcia. Por volta de 1250 a.C., a situação política dos hebreus no Egito piorou bastante por conta da conversão dos estrangeiros em escravos. Com isso, iniciou-se a saga na qual o líder Moisés conduziu o povo hebraico de volta para a Palestina.

Mais uma vez, as disputas militares que permitiram a entrada dos hebreus na região foram retomadas. Por volta de 1000 a.C., o rei Davi conseguiu vigorar a hegemonia hebraica sob as demais nações que estavam anteriormente ali fixadas. Contudo, algumas décadas mais tarde, as contendas políticas entre as tribos hebraicas promoveram a divisão daquele povo entre os reinos de Judá e Israel. Com o fim da unidade política, outras civilizações dominaram os hebreus.

No ano de 70 d.C., a rebelião dos judeus contra os romanos estabeleceu um grave conflito que obrigou muitos deles a abandonarem sua terra por conta da superioridade militar romana. Por meio do movimento da Diáspora, vários descendentes da civilização hebraica passaram a viver em regiões diversas da Ásia e da Europa. Enquanto isso, a região da Palestina ficou sob domínio do Império Romano do Oriente. Chegando ao século VII, temos com a expansão muçulmana a fixação dos árabes dentro da Palestina.

A partir do século XIX, alguns judeus residentes na Europa passaram a organizar um movimento em favor da formação de um Estado Independente para o povo judeu. Primeiramente liderados pelo jornalista austríaco Theodor Herzl, o chamado “Movimento Sionista” enviou uma proposta para que o Império Turco-otomano cedesse parte dos domínios palestinos para a formação desse Estado judeu. Mediante a recusa, os sionistas decidiram procurar a ajuda do poderoso império britânico.

Os ingleses ofereceram aos sionistas uma parcela dos territórios de Uganda, mas estes insistiam na proposta em favor da criação do território na região da Palestina. Após a Primeira Guerra Mundial, várias nações européias cobiçavam o controle dessa região por conta da oferta de petróleo disponível naquelas terras áridas. A região acabou nas mãos da Inglaterra, que se viu em uma delicada situação, pois haviam prometido a independência dos árabes na região, ao mesmo tempo em que apoiavam a causa judaica.

A partir da década de 1920, várias famílias judaicas se transferiram para a Palestina, realizando a compra de terras e a formação de núcleos agrícolas. Na década seguinte, a ascensão dos regimes totalitários na Europa – sendo muitos de caráter anti-semita – impulsionou ainda mais a transferência de judeus para o espaço palestino. Por volta de 1936, mais de um terço da população palestina era formada por indivíduos de descendência judaica.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o holocausto nazista intensificou esse mesmo processo migratório e, indiretamente, fortaleceu a causa dos grupos políticos sionistas. Em 1948, apoiado por grandes potências econômicas, os judeus conseguiram que o controle político da Palestina fosse retirado das mãos dos ingleses. A partir de então, a Organização das Nações Unidas se tornou responsável pela região e, naquele mesmo ano, decidiu dividir as terras palestinas entre árabes e judeus.

Mesmo sendo minoria naquela região, os judeus ficaram com a maior parte do território de 26.000 quilômetros quadrados. A partir de então, as contendas políticas e as diferenças religiosas transformaram aquela minúscula região do Oriente Médio em um barril de pólvora sempre prestes a explodir. Durante mais de meio século, o derramamento de sangue na Palestina chama a atenção de vários organismos e governos preocupados com a infindável contenda ali firmada.


Eu fiz também uma apresentação de slides sobre esse mesmo assunto...
Vejam: Conflito Israelo - Palestino

Proposta do movimento do aprender - Conversa no bosque

CONVERSA NO BOSQUE - Vinicius H Kremer

    Hoje Emily acordou com vontade de ir ao parque para desabafar com as amigas, mas ela tinha que ir á escola.
    Ela levantou da cama e foi tomar café, ao acabar ela foi arrumar a mochila e partiu para a escola, ao virar
á esquina ela correu para o outro lado e foi chamar suas amigas para darem uma volta no bosque, ela seguiu e chamou sua amiga e a irmã dela e juntas partiram ao bosque.
    Quando elas chegaram lá sentaram-se em um lugar mais afastado do bosque para que ninguém da escola as visse cabulando aula. Começaram a conversar sobre vários assuntos e nem perceberam a hora passar e quando começaram a ficar com fome foram a um restaurante que havia ali nas redondezas.
    Foram lá e compraram um sanduiche para cada uma e pediram uma coca-cola, e comendo mesmo voltaram ao "esconderijo".
    Elas passaram boa parte da tarde conversando sobre meninos e sobre como estavam suas vidas pessiais, e então, perto do horário de saida da escola elas voltaram para o caminho de volta para a casa mas no caminho encontraram com as pessoas que estavam saindo da escola e tiveram que sair correndo para que ninguém visse que elas cabularam.
   Elas chegaram em casa nervosas por medo de terem sido descobertas, mas no final tudo passou bem, e elas puderam dormir com a cabeça tranquila.

Poema - Um dia acordarás


UM DIA ACORDARÁS - VINICIUS DE MORAES

Um dia acordarás num quarto novo,
 sem saber como foste para lá
e as vestes que acharás ao pé do leito
de tão estranhas te farão pasmar.

A janela abrirás devagarinho
fara nevoeiro e tu nada verás,
Has de tocar, a medo, a companhia
e, silenciosa a porta se abrirá

E um ser, que nunca viste, em um sorriso
triste, te abraçará com seu maior carinho
e há de dizer-te para teu assombro
-Não te assuste de mim, que sofro tanto!
quero chorar - apenas - no teu ombro
e devorar teu olhos meu amor.

Poema - A estrela

 A ESTRELA - MANUEL BANDEIRA

Vi uma estrela tão alta,
vi uma estrela tão fria,
vi uma estrela fugindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha,
Luzindo no fim do dia.

Porque da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquele astro?
Porque tão alta luzia?

E ouvia no sonho fundo
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.

Biografias dos Autores

Rubem Braga nasceu em cachoeirinha de itapemirim no espirito santo, em 12 de janeiro de 1913. iniciou seus estudos naquela cidade, porém, quando fazia ginasio se revoltou com o professor e pediu para sair da escola.
Sua familia o enviou a niteroi onde moravam alguns parentes, para estudar no colégio Salesiano.
Iniciou a faculdade de direito no rio de janeiro.
Na capital mineira se casou, em 1936, com Zora Seljan Braga.
Em uma quarta as 23h30 ele morreu sozinho no hospital samaritano dia 19/12/90

Nome: Luiz fernando Verissimo nas ceu em 26/09/1936 em porto alegre-rs. Filho do grande escritor Erico Verissímo iniciou os estudos no institutoo Porto Alegre, tendo passado por escolas nos Estados Unidos quando morou lá, em virtude de seu pai ter ido estudar em uma universidade da california por 2 anos. Ele voltou a morar nos EUA quando tinha 16 anos.

Nome: Fernando Tavares Sabino nasceu em 12/10/1923 em Belo horizonte- MG filho do procurador de partes e representante Domingos Sabino, e de D. Odete Tavares Sabino.
       Em 1930 apos aprender a ler com a mãe, ingressou no curso primario do grupo escolar Afonso Pena, tendo como colega Helio Pellegrino. que ja era seu amigo dos tempos do jardim de infancia.

Resumo do livro - "uma garrafa no mar de gaza"

     Tal é uma menina israelense de 17 anos de idade que vive em conflito psicológico consigo mesma, por não entender o motivo de seu povo estar em constante guerra com os palestinos, por uma mera disputa de território.
     Um dia em um lugar proximo a sua casa um homem entrou em um cybercafé com uma bomba em si mesmo e se explodiu lá dentro, ao ouvir o barulho Tal ficou atordoada e ao se aprofundar um pouco mais nesse caso descobriu que uma mulher que iria se casar no dia seguinte estava dentro do cybercafé no momento da explosão, e infelizmente ela morreu com seu vestido de noiva, ao saber dessa noticia Tal ficou muito triste e resolveu saber se além dela alguém mais procurava a paz entre esses dois povos em guerra.
   Ela escreveu uma carta e a colocou em uma garrafa e pediu ao irmão dela para que a jogasse no mar da palestina, o irmão dela sem entender pegou a garrafa e colocou na areia da praia, e Tal, esperando que uma garota respondesse a sua mensagem  ficou surpresa ao ver que quem respondeu era um garoto, que na verdade falava como ela mas que era grosso e ficava tirando sarro da Tal, mas a Tal respondeu a mensagem e continuou insistindo no garoto, pois ela sabia que atrás daquela imagem grosseira e dificil existia um coração triste que também sofria com a guerra das suas nações.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Videos Ekoaboka

esse é o video da música que escolhemos na apresentação feita do livro Ekoaboka





Video relacionado

esse é um video relacionado ao uso de plantas para o tratamento de doenças

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dicas de filmes


Os corajosos
É preciso coragem para ser pai – mas não me refiro aqui à paternidade meramente biológica. Até homens covardes e irresponsáveis podem ser pais desse tipo. No entanto, a paternidade corajosa e responsável é prerrogativa dos homens que assumem seu papel na família e na vida dos filhos. Pai corajoso é aquele que sabe que o futuro de seus filhos e a estabilidade emocional deles depende em grande medida da relação que ele mantém com eles. Pai corajoso é aquele que sabe que seus filhos o veem como modelo de virtude (ou da falta dela). Pais que assumem seu verdadeiro papel sabem que a visão que os filhos terão de Deus dependerá também em grande medida da maneira como eles falam do Senhor e se relacionam com Ele. Pais corajosos não têm vergonha de pedir perdão e mudar quando percebem estar errados. Pais de verdade amam a mãe de seus filhos e apresentam para eles o modelo de uma relação amorosa e responsável, que eles tenderão a imitar quando eles mesmos forem pais e mães. Pais corajosos sabem que não basta fazer filhos, é preciso participar da vida deles, nutri-los física, emocional e espiritualmente e devolvê-los para Deus, quando Jesus voltar. Esse é o tema do ótimo filme “Corajosos”, dos mesmos produtores de “Desafiando Gigantes” e “A Prova de Fogo”.

Esta é a sinopse no site do filme: “Quatro homens, um legado: servir e proteger. Como agentes da lei, eles são confiantes e concentrados, preparados para o pior que as ruas podem oferecer. No entanto, no fim do dia, eles enfrentam um desafio para o qual não estão preparados: a responsabilidade de ser pais. Quando uma tragédia os atinge, esses homens têm que lutar com suas esperanças, seus medos, sua fé e sua paternidade. Diariamente, Adam Mitchell (Alex Kendrick) e Nathan Hayes (Ken Bevel) enfrentam desafios variados por conta da profissão que escolheram. No entanto, outra rotina os desafia, mas para a tarefa de pai essa dupla não está preparada. Seus filhos estão ficando cada vez mais distantes e, apesar do sucesso de Adam e Nathan em cuidar da sociedade, eles não sabem como tomar conta das pessoas por quem mais têm afeto.”

Somente assista a esse filme se você tiver coragem de assumir o maior de todos os compromissos que Deus lhe outorgou.
 
 

Sempre ao Seu Lado

O filme conta a história de Hachiko (um cão da raça akita) e seu dono, o professor de música Parker Wilson (Richard Gere). Todos os dias Hachiko acompanhava o dono até a estação de trem e estava lá, no fim da tarde, para recebê-lo. A produção é baseada em fatos reais ocorridos no Japão, na década de 1930. Em 1987, a versão cinematográfica japonesa “Hachiko Monogatari” também fez muito sucesso.

É um filme emocionante que faz pensar em valores como fidelidade, amizade, companheirismo e mostra que os animais realmente “criam para com o homem apegos que se não rompem senão à custa de grandes sofrimentos de sua parte”.


À procura da felicidade

“À Procura da Felicidade” é a história de muitos cidadãos ao redor do mundo, que lutam por uma vida melhor e não cruzam os braços esperando que tudo caia do céu. Não deixa de ser também uma denúncia contra o capitalismo selvagem que sufoca as pessoas e tem níveis de exigência quase absurdos para que se possa alcançar a tão almejada estabilidade financeira.

Mas o que mais chama atenção na trama (inspirada numa história real) é a integridade de Chris Gardner (Will Smith). Ele tenta vencer de forma honesta, sem apelar para mentiras a fim de conseguir o ambicionado emprego de corretor de ações. Numa época em que uns pisam nos outros e não relutam em vender a dignidade para conquistar status e encher os bolsos, a mensagem do filme é mais do que necessária.

Quando chega ao fundo do poço, Gardner ainda encontra tempo para se preocupar com a formação do filho (seu exemplo de honestidade certamente fala mais alto) e para estudar um manual volumoso que poderá lhe garantir o cargo desejado na empresa onde depois de muito esforço consegue inicialmente estagiar sem remuneração.

Detalhe: o menino que interpreta o filho de Smith no filme, Jaden Smith, é filho dele na vida real. E nem é preciso dizer que a atuação de ambos é fantástica.

Dicas de musicas

Epitáfio

Titãs



Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...(2x)

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...


Lanterna Dos Afogados

Os Paralamas do Sucesso



Quando tá escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar

Há uma luz no túnel
Dos desesperados
Há um cais de porto
Pra quem precisa chegar

Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar...ohohoh

Uma noite longa
Pra uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar

E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar

Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar...ohohoh

Uma noite longa
Pra uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar

Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar...ohohoh

Dicas de poesias

a  Macieira
Machado de Assis
"
Mulheres são como maçãs em árvores.
As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar.
 Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir

Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas,
 quando na verdade,
eles estão errados...
 Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar,
aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."

Pessoas Felizes

Clarice Lispector
"As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
 Para aqueles que se machucam.
 Para aqueles que buscam e tentam sempre.”


A Obra Mais Linda do Mundo

Charles Chaplin
As melhores e as mais lindas coisas do mundo não se pode ver nem tocar.
 Elas devem ser sentidas com o coração.
 Não devemos ter medo dos confrontos.
Até os plenetas se chocam, e do caos nascem as estrelas.
 Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui,
 o verdadeiro valor do homem é o seu caráter,
 suas idéias e a nobreza dos seus ideais.

Dicas de Pensamentos filosoficos

Essa parte das dicas é voltada a pensamentos filosoficos

As frases aqui contidas sao de diversos filosofos, recomendo todos aqui contidos.







A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez - Friedrich Nietzsche

Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada! - Sigmund Freud

Aprenda como se você fosse viver para sempre. Viva como se você fosse morrer amanhã - Frase de Mahatma Gandhi

O amor não se define; sente-se - Sêneca

Um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma - frase de Buda

O prazer dos grandes homens consiste em poder tornar os outros mais felizes. - Pascal

Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la - Cícero

Deve-se temer mais o amor de uma mulher, do que o ódio de um homem - Sócrates

Para destruir, aniquilar definitivamente um homem, infligir lhe as punições mais terríveis, diante das quais o assassino mais feroz tremeria de pavor, basta apenas lhe atribuir um trabalho de caráter total e inteiramente inútil e irracional - Dostoievski

Sócrates é meu amigo, mas sou mais amigo da verdade - Frase de Aristóteles

A espécie de felicidade de que preciso não é tanto fazer o que quero, mas não fazer o que não quero. Frase do Filósofo Rousseau

Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo - Buda

A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos. - Sigmund Freud

A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda. - Confúcio

Dicas de leituras

Agora no blog teremos uma sessão dedicada as dicas.
Começaremos com as dicas de leituras:

Dica 1º
1.

O Pequeno Príncipe
Autor: Antoine Saint-Exupéry - R$ 19,80* na Saraiva

Repleto de elementos fantásticos, o livro ensina as crianças que somos responsáveis por aquilo que cativamos







Dica 2º

Rangers - Ordem dos Arqueiros 1
Editora: Fundamento
Durante a vida inteira, o pequeno e frágil Will sonhou em ser um forte e bravo guerreiro, como o pai, que ele nunca conheceu. Por isso, ficou arrasado quando não conseguiu entrar para a Escola de Guerra. A partir daí, sua vida tomou um rumo inesperado: ele se tornou o aprendiz de Halt, o misterioso arqueiro, que muitos acreditam ter habilidades que só podem ser resultado de alguma feitiçaria. Relutante, Will aprendeu a usar as armas secretas dos arqueiros: o arco, a flecha, uma capa manchada e... um pequeno pônei muito teimoso. Podem não ser a espada e o cavalo que ele desejava, mas foi com eles que Will e Halt partiram em uma perigosa missão: impedir o assassinato do rei. Essa será uma viagem de descobertas e aventuras fantásticas, na qual Will aprenderá que as armas dos arqueiros são muito mais valiosas do que ele imaginava
 
 

Proposta de Leitura - Rei do deserto




                                                          Rei do Deserto

    No clarão do meio dia, Pedro caminhava pela terra quente e seca. Tudo que ele queria era encontrar uma sombra para dar uma pausa em sua caminhada.
     Ao subir o morro, atrás das dunas...
  Pedro viu um imagem que no começo imaginou se era uma miragem  mas que chegando perto percebeu que era tao real quanto o calor que queimava sua cabeça, de longe aquela linha de agua refletia a luz do sol fazendo ele ficar cego momentaneamente e o fazendo ter duvidas se o rio era real ou se era somente sua mente lhe pregando peças.
   Foi chegando devagar para perto do rio mas a distancia o torturava, atras do rio viu a coisa mais horrivel que ja havia visto em sua vida, uma tempestade de areia, uma imensa parede se aproximava dele a uma velocidade surreal, os proximos 30 minutos pareciam 30 dias, foi enterrado vivo e a cada vez que respirava sentia uma dor lhe queimar os pulmoes, de repente uma dor, uma picada forte demais para ter sido um cacto o atinge e ele fraco desmaia, quando acorda percebe que só nao morreu asfixiado graças a sua blusa que lhe tapou a entrda de areia nas narinas.
   Levantou-se e foi até o rio cambaleando e la bebeu agua, e só então percebeu o terrivel machucado em sua perna. com certeza havia sido um escorpião, tirou sua blusa e a colocou na perna e qundo terminou ficou tonto e caiu de costas no rio gelado e começou a ser empurrado pela correnteza, foi levado somente pel destino e pela corrente do rio, quando acordou seu cabelo estava sendo arrancado com força e ele gritando deu um tapa no agressor e acertou um camelo com fome, parou e olhou em volta, estava em uma cidade chamada Egito.
   Maos o pegaram e o levaram par ser tratado, muito tempo se passou e ainda se falava do homem estranho que sobreviveu a picadas de escorpiao e a tempestades de areia e que foi guiado pelo rio para o Egito, A cidade onde ele começou a governar.

domingo, 14 de abril de 2013

As cerejas - Lygia Fagundes Telles



As cerejas – Um conto de Lygia Fagundes Telles

Aquela gente teria mesmo existido? Madrinha tecendo a cortina de crochê com um anjinho a esvoaçar por entre rosas, a pobre Madrinha sempre afobada, piscando os olhinhos estrábicos, “vocês não viram onde deixei meus óculos?” A preta Dionísia a bater as claras de ovos em ponto de neve, a voz ácida contrastando com a doçura dos cremes, “esta receita é nova…” Tia Olívia enfastiada e lânguida, abanando-se com uma ventarola chinesa, a voz pesada indo e vindo ao embalo da rede, “fico exausta no calor…” Marcelo muito louro – por que não me lembro da voz dele? – agarrado à crina do cavalo, agarrado à cabeleira de tia Olívia, os dois tombando lividamente azuis sobre o divã. “Você levou as velas à tia Olívia?”, perguntou Madrinha lá embaixo. O relâmpago apagou-se. E no escuro que se fez, veio como resposta o ruído das cerejas se despencando no chão.

                             Continuação aqui
— O próprio.

Reportagem - Clarisse Lispector

Aqui a última reportagem gravada feita pela autora Clarisse Lispector


Esta importante entrevista com a nossa Clarice Lispector foi apresentada pelo programa Panorama Especial e transmitida pela TV Cultura em 1977. Através desse encontro com Clarice nós percebemos o quanto Ela é natural e existencialista ao tratar do Homem e de si mesma, ela consegue expor em seus trabalhos todos esses sentimentos que fazem parte da vida do sujeito como o Medo, Angústia, Desprezo, dentre outros afirmados pela própria Clarice Lispector.

Biografia - Clarisse Lispector


Biografia de Clarice Lispector:

Clarice Lispector (1920-1977) foi escritora e jornalista brasileira. "A Hora da Estrela" foi seu último romance, publicado em vida.

Clarice Lispector (1920-1977) nasceu em Tchetchelnik na Ucrânia, no dia 10 de dezembro de 1920. Filha de família de origem judaica, Pinkouss e Mania Lispector. Sua família veio para o Brasil em março de 1922, para a cidade de Maceió, Alagoas, onde morava Zaina, irmã de sua mãe. Nascida Haia Pinkhasovna Lispector, por iniciativa do seu pai, todos mudam de nome, e Haia passa a se chamar Clarice.

Em 1925 mudam-se para a cidade de Recife onde Clarice passa sua infância no Bairro da Boa Vista. Aprendeu a ler e escrever muito nova. Estudou inglês e francês e cresceu ouvindo o idioma dos seus pais o iídiche. Com 9 anos fica órfã de mãe. Em 1931 ingressa no Ginásio Pernambucano, o melhor colégio público da cidade.
Em 1937 muda-se com a família para o Rio de Janeiro, indo morar no Bairro da Tijuca. Ingressa no Colégio Silva Jardim, onde era frequentadora assídua da biblioteca. Ingressa no curso de Direito. Com 19 anos publica seu primeiro conto "Triunfo" no semanário Pan. Em 1943 forma-se em Direito e casa-se com o amigo de turma Maury Gurgel Valente. Nesse mesmo ano estreou na literatura com o romance "Perto do Coração Selvagem", que retrata uma visão interiorizada do mundo da adolescência, e teve calorosa acolhida da crítica, recebendo o Prêmio Graça Aranha.
Clarice Lispector acompanha seu marido em viagens, na carreira de Diplomata no Ministério das Relações Exteriores. Em sua primeira viagem para Nápoles, Clarice trabalha como voluntária de assistente de enfermagem no hospital da Força Expedicionária Brasileira. Também morou na Inglaterra, Estados Unidos e Suíça, sempre acompanhando seu marido.
Em 1948 nasce na Suíça seu primeiro filho, Pedro, e em 1953 nasce nos Estados Unidos o segundo filho, Paulo. Em 1959 Clarice se separa do marido e retorna ao Rio de Janeiro, com os filhos. Logo começa a trabalhar no Jornal Correio da Manhã, assumindo a coluna Correio Feminino. Em 1960 trabalha no Diário da Noite com a coluna Só Para Mulheres, e lança "Laços de Família", livro de contos, que recebe o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro. Em 1961 publica "A Maçã no Escuro" pelo qual recebe o prêmio de melhor livro do ano em 1962.
Clarice Lispector sofre várias queimaduras no corpo e na mão direita, quando dorme com um cigarro aceso, em 1966. Passa por várias cirurgias e vive isolada, sempre escrevendo. No ano seguinte publica crônicas no Jornal do Brasil e lança "O Mistério do Coelho Pensante". Passa a integrar o Conselho Consultivo do Instituto Nacional do Livro. Em 1969 já tinha perto de doze volumes publicados. Recebeu o prêmio do X Concurso Literário Nacional de Brasília.
A melhor prosa da autora se mostra nos contos de "Laços de Família" (1960) e de "A Legião Estrangeira" (1964). Em obras como "A Maçã no Escuro" (1961), "A Paixão Segundo G.H." (1961) e "Água-Viva" (1973), os personagens, alienados e em busca de um sentido para a vida, adquirem gradualmente consciência de si mesmos e aceitam seu lugar num universo arbitrário e eterno.
Clarice Lispector, escreveu "Hora da Estrela" em 1977, onde conta a história de Macabéa, moça do interior em busca de sobreviver na cidade grande. A versão cinematográfica desse romance, dirigida por Suzana Amaral em 1985, conquistou os maiores prêmios do festival de cinema de Brasília e deu à atriz Marcélia Cartaxo, que fez o papel principal, o troféu Urso de Prata em Berlim em 1986.
Clarice Lispector morreu no Rio de Janeiro em 9 de dezembro de 1977. de câncer no ovário e foi enterrada no cemitério Israelita do Caju.

Principais Obras de Clarice Lispector


Perto do Coração Selvagem, romance, 1944
O Lustre, romance, 1946
A Cidade Sitiada, romance, 1949
Alguns Contos, conto, 1952
Laços de Família, conto, 1960
A Maçã no Escuro,romance, 1961
A Paixão Segundo G.H., romance, 1961
A Legião Estrangeira, conto, 1964
O Mistério do Coelho Pensante, literatura infantil, 1967
A Mulher Que Matou os Peixes, literatura infantil, 1969
Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres, romance, 1969
Felicidade de Clandestina, conto, 1971
Água Viva, romance, 1973
Imitação da Rosa, conto, 1973
A Via-Crucis do Corpo, conto, 1974
A Vida Íntima de Laura, literatura infantil, 1974
A Hora da Estrela, romance, 1977

O búfalo - Clarisse Lispector

Continuando a sessão CONTOS irei postar agora um trecho do conto o Búfalo.
Obs: se gostarem entre no site marcado ao final do conto.


Mas era primavera. Até o leão lambeu a testa glabra da leoa. Os dois animais louros. A mulher desviou os olhos da jaula, onde só o cheiro quente lembrava a carnificina que ela viera buscar no Jardim Zoológico. Depois o leão passeou enjubado e tranqüilo, e a leoa lentamente reconstituiu sobre as patas estendidas a cabeça de uma esfinge. "Mas isso é amor, é amor de novo", revoltou-se a mulher tentando encontrar-se com o próprio ódio mas era primavera e dois leões se tinham amado. Com os punhos nos bolsos do casaco, olhou em torno de si, rodeada pelas jaulas, enjaulada pelas jaulas fechadas. Continuou a andar. Os olhos estavam tão concentrados na procura que sua vista às vezes se escurecia num sono, e então ela se refazia como na frescura de uma cova.
Mas a girafa era uma virgem de tranças recém-cortadas. Com a tola inocência do que é grande e leve e sem culpa. A mulher do casaco marrom desviou os olhos, doente, doente. Sem conseguir — diante da aérea girafa pousada, diante daquele silencioso pássaro sem asas — sem conseguir encontrar dentro de si o ponto pior de sua doença, o ponto mais doente, o ponto de ódio, ela que fora ao Jardim Zoológico para adoecer. Mas não diante da girafa que mais era paisagem que um ente. Não diante daquela carne que se distraíra em altura e distância, a girafa quase verde. Procurou outros animais, tentava aprender com eles a odiar.

Felicidade Clandestina - Clarice Lispector

Hoje, para começar a sessão contos do blog irei postar o Conto FELICIDADE CLANDESTINA de
CLARIcE LISPECTOR.




Felicidade clandestina - Clarice Lispector

Clarice Lispector
O Primeiro Beijo
São Paulo, Ed. Ática, 1996

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".

Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.


Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!

E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.

Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.